Greve na UNESP Bauru: campus paralisa e ônibus são barrados a caminho de ato em SP

· Coletivo Ação Libertária
Greve na UNESP Bauru: campus paralisa e ônibus são barrados a caminho de ato em SP

Em 12 de maio de 2026, estudantes da FAAC (Faculdade de Arquitetura, Artes, Comunicação e Design) formalizaram adesão à greve das universidades estaduais paulistas junto à direção da unidade. A Faculdade de Ciências (FC) também paralisou. O campus de Bauru entrou para a lista de unidades em greve ativa.

As pautas incluíam reajuste salarial para docentes e funcionários — o IPCA acumulado desde 2012 supera 16,5% de defasagem — e melhoria das condições de permanência estudantil. O auxílio-aluguel pago aos estudantes é insuficiente para cobrir os custos de moradia em Bauru, forçando especialmente cotistas e alunos vindos de outras cidades ao abandono da graduação.

Em 20 de maio, ônibus organizados pelo DCE da UNESP partiram de Bauru e de Rio Claro em direção a São Paulo para o ato que concentrou no Largo da Batata e seguiu até o Palácio dos Bandeirantes. Dos 17 ônibus organizados pelo DCE, 12 foram abordados pela Polícia Rodoviária na Rodovia Castelo Branco, em Pardinho, com passageiros forçados a desembarcar para revista.

Em plenária estadual de 16 de junho, representantes de 15 campi se reuniram. Bauru estava entre os 8 campi que mantinham a greve ativa. Em 17 de junho, nova marcha reuniu estudantes no MASP com destino à Assembleia Legislativa. O fórum encerrado no mesmo dia indicou suspensão da greve salarial com continuidade da mobilização por permanência e financiamento.


Fontes